quinta-feira, 7 de julho de 2011

Comendo bactérias?

As bactérias são células procariotas e o seu DNA forma uma estrutura normalmente circular, a qual não tem qualquer tipo de camada envolvente (envelope nuclear). Têm também outras estruturas circulares, mais pequenas, os chamados plasmídeos que contém genes acessórios. As bactérias não possuem um verdadeiro núcleo sendo o seu material genético designado de nucleóide. As bactérias não possuem organelos celulares como mitocondrias, plastos, complexo de golgi, mas possuem ribossomas e todas as estruturas necessárias à realizaçao de biossinteses e transformações energéticas. Podem reproduzir-se de modo autônomo e também são capazes de recolher e mobilizar energia do meio.

Quanto à nossa alimentação, as bactérias são amplamente utilizadas para a fabricação de iogurtes, por exemplo. Você certamente já ouviu falar em lactobacilos vivos, que estão presentes num produto de marca famosa. Mas de que modo as bactérias atuam no iogurte? Bem, elas transformam o açúcar contido no leite (lactose) em ácido láctico.

Desse modo, o leite torna-se azedo, mudando assim o seu pH. Isso faz com que a proteína do leite se precipite, formando o "coalho". Mas, em matéria de alimentação, além das bactérias que atuam no leite, há também aquelas que modificam o álcool etílico em ácido acético, formando o vinagre, que tempera saladas e diversos pratos.

A bactéria ácido-láctica tem sido usada para fermentar ou criar culturas alimentares há mais de 4000 anos. Elas são usadas, particularmente na fermentação de produtos lácteos por todo o mundo, incluindo o iogurte, queijo, manteiga, creme de leite entre outras substâncias.

Sem compreender a base científica, o ser humano há mais de mil anos que usa esta bactéria para produzir culturas alimentares, para melhorar as propriedades de conservação e adquirir texturas e sabores característicos, diferentes do produto original.

Por: Leonardo Bruno,  3º36

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